segunda-feira, 19 de abril de 2010

A vida e a arte...


Nas últimas semanas, o Rio sofreu com as enchentes, eu começei a faculdade, o Distrito Federal "elegeu" seu novo governador, o Nordeste também sofreu, é claro que em menores proporçoes, com a chuva, enfim a vida de todos se transformou. Na verdade, a vida de cada um transforma-se a cada passo que resolvemos dar, ou até mesmo, quando decidimos ficar parados. Ao ir ao Museu de Arte Contemporanea (MAC) para minha aula de teoria da percepção realmente percebi muitas coisas ligadas a transformação, mudança, movimento,curvas. A primeira obra que vi foi uma espécie de mapa de pistas de corrida no qual havia palavras como eu, voce, deslizar, confrontar, narcizismo, fugir, incorporar, desviar,..., e logo, me veio a mente momentos que eu estava vivendo: a paixao. Ou seja, ver as palavras diante da dicotomia deste momento me remeteu ao meu relacionamento e, mais tarde, a relacionamentos em geral. Pois diante das paixoes, amores voce muda, transforma e estas passam a fazer parte da sua vida (e vocabulário), mesmo que seja no sentido figurado.

Caminhei mais um pouco, e numa das curvas do MAC tinham as seguintes frases (que faziam parte da obra inicial): "DESLIZAR PELAS CURVAS; CONFRONTAR AS CURVAS; FUGIR DAS CURVAS; INCORPORAR AS CURVAS; DESVIAR DAS CURVAS." De repente, reparei que nao me vinham mais a cabeça os relacionamentos, mas sim, os obstáculos que todos nós temos que enfrentar a cada dia para buscarmos a felicidade. A proxima arte que mais se assemelhou a ideia de movimento/curvas foi uma escultura que lembra o símbolo do infinito dando uma ideia de continuidade. Porque, principalmente, quando vivemos coisas boas, nao queremos que cheguem ao fim; por exemplo, quando estamos apaixonados, queremos viver isto a vida toda. A frase mais típica que se houve dos apaixonados é "QUE DURE PARA SEMPRE". Este "sempre" lembra o infinito.
Desde que o ser humano habita o planeta Terra tenta descobrir da onde viemos e para onde vamos. Uma das possibilidades encontradas foi a teoria do Big Bang que fundamentalizada numa grande explosao que deu origem ao universo. E a proxima arte foi a ligaçao de varios ferros que lembram o universo, e sempre remetendo a ideia de infinito, mas que está sempre em movimento, em constate mudança como ocorre com o universo e seus planetas.

A ultima obra é um quadro com numeros e muito colorido. A primeira coisa que pensei foi em carros de corrida: formula 1. E mais uma vez a ideia de movimento se destaca aos meus olhos. A diferença é, que neste caso, como na corrida é a velocidade e adrenalina que imperam, isto me lembrou a velha frase : "PERDA DE TEMPO." Ou seja, o ser humano, hoje ligado ao capitalismo, nao perde mais tempo com coisas denominadas nao importantes, apenas com aquelas que vao lucrar de alguma forma. Logo, lembro desta rapidez do dia-a-dia.

O professor disse que a arte é algo idealizado por alguem, mas aquele que olha é quem define seu real significado. Pois o olhar do artista é um, e do admirador é outro. Cada um vive algo diferente, e isto é o que importa.

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