Alberto Dines, ex-editor do Jornal do Brasil afirma que “O jornal é uma organização de estudo; é um centro de aprendizagem. E, o JB percebeu isso. Era voltado para o conhecimento”, mas como a afirmação bem explicita, no passado o jornal apresentava esta mentalidade e segundo Dines, este foi um dos grandes fatores que fizeram do JB um sucesso. Para discutir questões como: o falecimento do primeiro jornal do país no impresso e agora, apenas na internet, se o “jornalismo no papel” irá acabar; quais as vantagens e as desvantagens dessas novas tecnologias; e, principalmente a importância do Jornal do Brasil para impresso, foi feito um seminário chamado JB que nós amávamos, realizado nos dias 20 e 21 de outubro na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no Rio de Janeiro.
O acontecimento contou a participação de nomes como Alfredo Herkenhoff, Orivaldo Perin, Rosental Calmon Alves, Caio Túlio Costa, Ricardo Gandour, Luiz Carlos David, Nilo Dante, Suzana Blass e Paula Máiran durante as quatro mesas ao longo dos dois dias, além da exibição de três vídeos e a apresentação sucinta sobre a história e a reforma gráfica do Jornal do Brasil pelo professor, Ildo Nascimento.
O primeiro debate “um jornal que fez história” trouxe os jornalistas Wilson Figueiredo, Ana Arruda, José Silveira, Cícero Sandroni e Alberto Dines que puderam contar não só as experiências no jornal, mas também o espírito que lá viviam, o motivo pelo qual acreditam ter “matado” o JB, os fatores fizeram dele um grande jornal e a entrada dos novos meios de comunicação no jornalismo. Em outras palavras, esta primeira parte das discussões pôde debater um pouco de tudo o que foi falado ao longo do seminário. Os jornalistas por terem trabalhado nos anos áureos do JB (décadas de 1950 até 1980) tiveram contato com o jornalismo de qualidade, ou como Sandroni disse “com a face da resistência da imprensa”.
Em contraposição, ao clássico do jornalismo impresso a tecnologia também esteve presente e pôde mostrar sua vantagem. Dines, que agora mora em São Paulo e não pôde comparecer fisicamente ao seminário por motivos de saúde através de uma vídeo conferência conseguiu colocar sua opinião e debater com antigos colegas em tempo real (este recurso foi usado também em outras mesas). Os personagens da história do JB ratificaram que este grande jornal deve parte do sucesso por ter sido sediado no Rio de Janeiro graças as suas características cosmopolita.
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