Antes de responder a esta complicada pergunta, devemos definir o que significam as palavras comunicação e comunitária. De acordo com o dicinionário Ruth Rocha, comunicação é o ato de comunicar, de tornar comum, transmitir. Já o segundo conceito tem como definição: relativo à comunidade social, qualidade do que é comum, agrupamento humano caracterizado pela coesão espontânea de indivíduos. Logo, a explicação do significado da expressão “comunicação comunitária” é o ato de transmitir algo para um grupo de pessoas que possuem algo em comum. Mas, se isso na prática acontecesse nossa pergunta seria diferente.
No início da década de 1970, as tecnologias ganharam grande destaque na comunicação, principalmente o rádio e a televisão. Cada uma tinha sua forma e sua linguagem que as faziam diferentes e únicas. O primeiro meio utiliza majoritariamente a fala e audição, sem imagem e nem leitura. Logo, seu alcance é enorme num país como o Brasil que ainda possui quase 11% da população analfabeta (segundo as últimas pesquisas). Além de não ser algo caro e que pode ser usado com pilhas em vez da energia elétrica. A televisão também tem papel importante para os brasileiros. Desde que chegou ao Brasil grande parte da população deu audiência para o que era veiculado por este meio. A imagem é o que mais a caracteriza, além, é claro, do som e leitura.
Nos anos 80 foi criado o Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC) que tinha como lema “democratizar a comunicação para democratizar a sociedade”. Porém, com a perda de significância desse fórum (devido aos desencontros dos interesses e conhecimentos dos ideólogos e as necessidades dos movimentos sociais) e o advento de novas tecnologias, principalmente a internet (som, imagem, leitura, alem da interatividade e menor custo para o produtor e o usuário), a comunicação comunitária brasileira foi ficando cada vez mais difícil.
Entretanto, não podemos nos esquecer que ela existe. Um bom exemplo e até mesmo que quebra os paradigmas de que jornal “está fora de moda”, é o “Voz da Comunidade”. Um jornal que foi idealizado por um menino de onze anos (hoje com 16), Rene Silva, que começou falando de sua rua no Morro do Adeus (Complexo do Alemão), no Rio de Janeiro e atualmente, possui dois mil exemplares, patrocinado por alguns anunciantes da própria comunidade e com um viés comunitário.
Paula Pontes
MTO BOA ESSA HISTÓRIA DO RENE SILVA!!!
ResponderExcluirMTO MOTIVADORA!!!